In Memorian

Esses mortos difíceis

Que não acabam de morrer

Dentro de nós; o sorriso

De fotografia,

A carícia suspensa, as folhas

Dos estios persistindo

Na poeira; difíceis.

O suor dos cavalos, o sorriso,

Como já disse, nos lábios,

Nas folhas dos livros;

Não acabam de morrer,

Tão difíceis, os amigos.


Eugenio de Andrade


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