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Femininas

Sombras doces, que escondem vidas

Doces onças, que ferem as grades

Pacatas visões, que encontram ninas

Minhas onças femininas, num harém.


Desferem garras e golpeiam memórias.

Ana Cristina Cesar que revive estórias,

Marias que alimentam filhos livres,

Adélia Prado e suas novas glórias.


Aleluias, minhas meninas-tigres

Meio-onças que revivem lidas

ao lado de seus machos heróis,

em batalhas ocultas e diárias.


Não olvidem dessas sombras doces

Que acompanham tigres ou outras onças.

Apenas, amem a labuta de seus olhos,

são ternas retinas, femininas.

Antoniella Devanier