Mulher, roseira branca

Tu és mulher! Amor e sofrimento!
Roseira branca de real beleza
Que trescalando odor, doçura e alento
Cresce e viça enfeitando a natureza.

Tal flor largada no rigor do vento,
À chuva, ao sol, ao frio, à correnteza
Das humanas paixões no desalento
Fustigada sem trégua, com rudeza.

Sob o inverno dos anos, inclemente,
Solitária, vencida em meio às dores,
Até à raiz, queimada impiamente,

Não reabrirás jamais em novas flores;
Mas deixarás no chão, como semente,
Pétalas soltas recordando amores.

Zilda Xavier Palastro

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