Lacaniana


Fui o que discursaram

Sobre o que eu seria.

Sério, não discursei

Sobre o que eu queria.

Sou o que falaram

Sujeito ao que não quis.

Feito onde me perdi de ser

Vivo a renunciar-me.

Faleço onde sou falácia

Salva-me o saber-me perda.

Sujeito ao que falaram

Sou o que me falha.

Será o pecado original o exílio do ser?

Salva-me a esperança de individuar,

De zen vou ver.

Artur da Távola

Nenhum comentário: