Digo: o amor.
Há palavras que parecem sólidas,
ao contrário de outras
que se desfazem nos dedos.
Solidão.
Ou ainda: medo.
As palavras, podemos escolhê-las,
metê-las dentro do poema
como se fosse uma caixa.
Mas não escondê-las.
Elas ficam no ar,
invisíveis,
como se não precisassem
dos sons com que as dizemos.
Nuno Júdice
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