Silêncio, meu Amor

Silêncio, meu Amor, não digas nada...
Passam, por mim, estrelas de cetim...
minha alma de ouro, extasiada,
é , em várias cores, o teu jardim...
Sou no teu ser uma flor igual a Deus,
sol dum sacrário que ninguém mais viu...
Os beijos que me deste já foram meus,
alguém que dum passado partiu...

E o meu perfil, em sombras, se dilui
em estrelas, luzes e orações,...
lágrimas que Jesus bebeu, e que eu já fui.

Um Rei dos céus abre os portões!
Não há ninguém.

Sou Deus.


Ana Aridna Belo

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