Sei bem que não mereço o céu

Sei bem que não mereço o céu,
nem a minha casa é a Terra.
Escrevo, todavia, em fios de Sol

o lar das aves

com seus inúmeros degraus de ar
que me comovem.

Sei bem que é
para encontrar o peso exacto
da ave que me eleva,

vôo que resiste ao corpo da palavra.

Maat (A Luz do Poema – Blog)

Um comentário:

Maria Costa disse...

Excelente este lugar que é o poema.

Gratidão.